Por que algumas pessoas sentem culpa ao dizer não
Dizer não parece simples na teoria, mas para muitas pessoas isso provoca angústia, culpa e medo de rejeição. Mesmo quando o limite é legítimo, a recusa vem acompanhada de desconforto. O não como ameaça ao vínculo Em certos casos, dizer não é vivido como o risco de perder o amor, a aprovação ou o reconhecimento […]
Dizer não parece simples na teoria, mas para muitas pessoas isso provoca angústia, culpa e medo de rejeição.
Mesmo quando o limite é legítimo, a recusa vem acompanhada de desconforto.
O não como ameaça ao vínculo
Em certos casos, dizer não é vivido como o risco de perder o amor, a aprovação ou o reconhecimento do outro.
Essa dificuldade costuma estar ligada a experiências precoces em que o afeto dependia de atender expectativas.
Assim, o sujeito aprende que existir é corresponder.
Quando o limite não encontra lugar
A culpa surge quando o limite não foi legitimado. Dizer não passa a ser vivido como egoísmo ou falha moral.
A análise permite questionar de onde vem essa exigência de disponibilidade constante e a quem ela serve.
Aprender a sustentar um não também é aprender a sustentar um lugar próprio.
A dificuldade em sustentar limites também aparece em relações marcadas pelo medo de abandono.
Essa articulação pode ser aprofundada em Medo de abandono na vida adulta: de onde ele vem e em Por que repetir os mesmos relacionamentos dói tanto?.
Talvez valha a pena conversar sobre isso.
Algumas questões ficam mais claras quando encontram um espaço onde podem ser ditas sem julgamento.
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